A voz sem entusiasmo pode ser o patinho feio da comunicação interpessoal

É inquestionável que a competência de se comunicar é uma ferramenta estratégica nos relacionamentos pessoais e, principalmente, profissionais. Estamos vivendo uma era em que as pessoas buscam relações harmoniosas e eficazes. No âmbito profissional, a qualidade da comunicação interpessoal com o cliente interno e principalmente externo é essencial, decisiva em qualquer contato, seja ele pessoal ou por telefone. Para que se tenha êxito, os recursos da voz, o conteúdo, a expressividade corporal, dicção e a qualidade de escuta devem ser utilizados com eficácia.

Não é raro encontrarmos pessoas ou profissionais com dificuldades em estabelecer uma comunicação adequada por apresentarem uma voz sem entusiasmo, sem brilho. Devemos, assim, atentar ao como falamos.  Não basta sabermos apenas o que falar. Fato é que o domínio do conteúdo não garante uma performance positiva.

A voz é um recurso importante no resultado do comportamento comunicativo. Ela colabora para que consigamos estabelecer uma conexão com o interlocutor logo nos primeiros momentos de um relacionamento. A voz sem energia desencanta o interlocutor, pois a imagem gerada, muitas vezes, é de falta de interesse, disponibilidade e insegurança. Seguem dicas poderosas para você e profissionais de atendimento potencializarem a expressividade vocal:

– Modular a voz de acordo com o assunto tratado o perfil do interlocutor, variando o tom, de agudo para grave e vice e versa. Uma voz monótona não cabe em um relacionamento;

– Utilizar volume de voz moderado, podendo variar também de acordo com perfil de seu interlocutor. O volume excessivamente alto ou baixo, ou seja, os extremos, podem gerar uma imagem de agressividade ou insegurança, respectivamente;

Articular bem os órgãos da fala – boa amplitude na abertura da boca, movimento de lábios e língua – de maneira que o interlocutor compreenda todos os sons das palavras. Uma articulação adequada gera uma imagem de segurança, clareza de ideias e demonstra real interesse do interlocutor de se fazer entender;

– Dar ênfase em palavras importantes do discurso, chamar a atenção do interlocutor para algo que considera importante na sua fala e que deva ser compreendido por ele. A ênfase nada mais é que o “destaque em amarelo” que fazemos na escrita nas palavras ou ideias que entendemos ser importantes. Para isso, é necessário prolongar os sons das palavras, destacando-as.

Ouvir atentamente a qualidade da nossa voz e da voz da nossa empresa, identificando se a imagem gerada é positiva ou não, é o primeiro passo para identificarmos se é necessário trilhar o caminho do aperfeiçoamento. Se for necessário, mãos à obra! Intenção, autopercepção, treino e atitude são as palavras-chaves para o sucesso do processo.

Vale a pena!

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