Adeus, ano velho

No Brasil (em outras partes do mundo, não sei), já começamos no meio do terceiro trimestre a ver a decoração de Natal nos shopping centers e ouvir jingle bell para todo lado. Nesse momento, as pessoas começam a fazer um balanço do ano que se vai e cogitar perspectivas para o ano seguinte.

Ano estranhíssimo este de 2019. Muita tensão, retração na economia, desemprego. No campo da comunicação do governo central, uma desolação, com o líder maior da nação se envolvendo em atritos terríveis e desnecessários, demonstrando evidente despreparo para a liturgia do cargo.

Ameaças de não renovar concessão da Rede Globo; acusações responsabilizando ONGs pelas florestas em chamas; acusações à Venezuela pelo derramamento de petróleo em nossas praias; em família, fala-se em AI-5 — e não é só caso do presidente da República.

Na semana passada, vimos cenas do prefeito do Rio de Janeiro em exercício arbitrário das próprias razões destruindo praça de pedágio com tratores do tipo escavadeira, e o governador daquele mesmo estado, não menos insano, decretando a liberdade para execuções sumárias (“pode atirar na cabecinha”).

É a direita tentando endireitar o País pela via transversa, mas, em meio a essa “zorra total”, há sinais certos de reorganização econômica e da volta à época das “vacas gordas”.

Ajuste das contas públicas, pacto federativo, PEC empresarial, megaleilão do petróleo, reforma administrativa, da Previdência e tributária, todas essas ações em andamento vão por certo nos colocar em melhores condições para os anos seguintes. Pessoalmente, estou otimista.

Penso que, em 2020, a despeito desses governantes destemperados, vamos voltando aos bons tempos.

José Antônio Tavares

Advogado da ABMotéis

www.antoniotavares.com.br

Tel: 11 96364-4577

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