Cinco passos para a implantação do equipamento de proteção individual

O equipamento de proteção individual (EPI) faz parte da rotina de muitas empresas. Podemos encontrar trabalhadores utilizando-o nos mais variados setores: construção civil, indústrias, laboratórios e mesmo na motelaria. Mas você sabe qual é a importância do uso do EPI para a segurança no trabalho?

A Norma Regulamentadora nº 6 (NR 6), publicada em 17 de outubro de 2001, estabelece as exigências legais sobre equipamentos de proteção – entre elas, a obrigação do empregador em fornecer gratuitamente o EPI e a obrigação do empregado em sua conservação e uso.

Há no mercado diversos tipos de equipamentos de diversos materiais, que devem ser muito bem escolhidos para que se possa atender o trabalhador nos quesitos proteção e conforto. O EPI é escolhido de acordo com a necessidade de uso no trabalho e a parte do corpo que precisa ser protegida. Em função dos riscos específicos a cada atividade, são desenvolvidos vários modelos de EPI, com formato e materiais distintos, como luvas de borracha, PVC, couro etc.

Há cinco passos que devem ser seguidos para uma implantação e adequação corretas de um EPI:

1. Identificação e reconhecimento da existência do risco

É uma tarefa simples que, na maioria das vezes, implica inspecionar o local de trabalho ou tarefas observando, indagando e ouvindo depoimentos quanto aos perigos/riscos do serviço.

2. Avaliação do risco

Muitas vezes, o reconhecimento dos riscos ambientais pode ser distorcido para maior ou para menor e, nesses casos, podemos desprezar ou supervalorizar uma determinada necessidade. Assim, sempre que possível, devemos nos valer de avaliação ambiental, feita por inspeção, auditoria ou até laudos especializados que possam melhor quantificar a grandeza de um risco.

Exemplos: a intensidade de um ruído deve ser conhecida para a correta especificação do fator de proteção de um protetor auricular; a concentração de substâncias químicas na atmosfera (como poeiras, gases etc.) também deve ser conhecida para a correta especificação e o fator de proteção de máscara e respirador a ser implantado ou mesmo para verificar sua real necessidade.

3. Amostra de EPI

O mercado já dispõe de muitos tipos de EPI para uma mesma finalidade. Assim, não se acanhe em solicitar no mínimo três amostras para que sejam testadas entre os futuros usuários.

4. Hora de testar os EPIs

Há um ditado que diz: “O envolvimento é a alma do negócio”. Então, de posse das amostras de EPI, reúna um grupo de pessoas com bom senso crítico e construtivo, incumbindo-as de testar os EPIs para apontar aquele que se mostrou melhor tanto em durabilidade quanto conforto. Não se esqueça de exigir do fornecedor o certificado de aprovação para assegurar sua qualidade.

5. Treinando o pessoal

Por fim, o treinamento deve ser ministrado por profissional da área de segurança qualificado para fornecer com segurança todas as informações sobre uso, possíveis danos à saúde no caso da ausência de proteção, diversos riscos do ambiente de trabalho, consequências legais em casos do não fornecimento e utilização, entre outras informações pertinentes. Esse passo é uma das obrigatoriedades da NR 6. O treinamento, além de instruir e conscientizar os funcionários, protege a empresa em casos de processos trabalhistas e auditorias fiscais.

Cleber Eduardo Sandins Serra 

Engenheiro ambiental Pós-Graduado em segurança do trabalho da empresa

Diler Assessoria e Consultoria em Medicina Ocupacional 

Tel: 11 3262.0932

Site: www.dilermed.com.br

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