O cabo da boa esperança

Notícia do dia: “O ministro da Economia, Paulo Guedes, animou ainda mais investidores presentes ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ao dizer que uma das possibilidades é baixar a média de impostos das empresas de 34% para 15%” (por Valdo Cruz, do G1, em 23/1/2019). 

Quando se trata de animar os empresários, baixar impostos é a primeira providência, mas com o déficit público no fechamento de 2018 na casa dos 150 bilhões de reais e um começo de governo conturbado, percebo que os empresários querem estar otimistas, sentem que há um clima positivo, mas ainda permanecem na observação. O dinheiro, como se sabe, foge da insegurança. A sensação é de que os empresários não esperam grandes ajudas do governo, mas que pelo menos não atrapalhe. O novo governante repete exaustivamente a expressão “sem viés ideológico”, pretendendo com isso marcar a diferença entre os governantes de “esquerda” que pilharam o BNDES e as estatais. Já é um começo. O País precisa exorcizar essa retração e desânimo dos empresários que se consolidaram nos últimos oito anos. Agora o que conta é colocar o termômetro nesse governo ao final dos “100 dias”, prazo em que se poderá ter alguma certeza do bom caminho da economia. De toda maneira, ao que tudo indica, uma renovação muito positiva está se espalhando no Brasil. A mudança – ou a alternância ideológica que a maioria da população queria – está se operando. O otimismo está presente. Quando se compara o momento do País com o que vive a Argentina, sem falar noutros países do Cone Sul, à beira do colapso, se vê que estamos bem – se não bem, ao menos remediados. A classe empresarial é ousada, sabe o momento de investir e de se retrair, mas precisa de um ambiente favorável, de esperança. A esperança é a última que morre, mas morre. Assim, é preciso que ações efetivamente eficazes confirmem os sinais de progresso pelos quais aguardamos ansiosos. Estamos de olho no ambiente político, e também nos indicadores da economia, estamos à espera das reformas necessárias e de um futuro promissor. Pensar que só o governo federal pode reverter esse quadro é ilusão, pois os estados e municípios precisam caminhar no mesmo sentido. ICMS é com os estados, IPTU e ISS com as prefeituras – aliás, temos notícias de empresários que tiveram aumento de IPTU em seus motéis, que foram em poucos anos de sete mil reais para 37 mil reais. Isso quebra qualquer empresário de nosso segmento. O Brasil é riquíssimo em tudo – recursos naturais e humanos -, somos da paz, do amor e do trabalho. Só falta direcionar essa carneirada que somos para um bom caminho. Ao sucesso.

José Antônio Tavares 

Advogado da ABMotéis 

www.antoniotavares.com.br 

Tel: 11 96364-4577 

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