“Os clientes não querem saber de motel”

É batata. Em tempos de crise como a que estamos passando agora (xô assombração), a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco. Ou seja, aqueles motéis que já não eram “aquelas coisas” sofrem muito mais do que os atualizados, bem localizados e com marcas fortes.

“Essa casa aqui deixava uma Hilux por mês, mas agora, com a mudança de comportamento dos jovens…”. Arrumar uma explicação macro para o que está acontecendo é quase um mecanismo de defesa do moteleiro que vê seu motel chegar ao final do mês no negativo. E a principal falácia que eu escuto por aí é: “Os clientes não querem saber de motel”. Existem também algumas variações bem legais, como: “A molecada não f$%e mais” e  “Os pais agora deixam as filhas transarem em casa”. Mas a culpa é sempre dos astros e da tal da mudança de costumes.

Um dia desses, em uma das reuniões na AB Motéis, o Carlão do Motel Tropical, aqui de São Paulo, chegou com uma verdadeira pérola: uma reportagem da Folha de São Paulo, escrita em 1999, sobre os motéis. O título? “Crise sexual”. Cinco moteleiros, entre eles alguns amigos ainda na ativa, culpando os astros e a mudança de comportamento. Ou seja, a ladainha de hoje é a mesma de 20 anos atrás.

Para entender definitivamente o que acontece com o nosso segmento, investimos “mó grana” em uma pesquisa inédita que revelou com assertividade (entre outras coisas) 1- Qual é o tamanho do nosso mercado consumidor; 2- O que os frequentadores de motel pensam; 3- O que os não frequentadores de motel pensam e o que a gente teria que fazer para que eles voltassem a frequentar, mesmo que esporadicamente.

O potencial de transformação dessa pesquisa é enorme. Se eu fosse você, gastaria algumas horinhas para estudá-la e chamaria todos os moteleiros da sua região para debaterem os resultados e falarem sobre ações que vocês podem tomar em conjunto para conquistarem mais clientes.

Nós fizemos isso por aqui. Juntamos quatro moteleiros super antenados e debatemos a pesquisa por mais de quatro horas! O resultado foi um vídeo de duas horas de duração que você pode ver no Guia de Motéis Academy ou escutar no MotelCast.

Entre todos os resultados, só vou adiantar um: as pessoas continuam frequentando motel. Talvez não o seu.

Rodolfo Elsas,
Diretor do Guia de Motéis
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